As autoridades suíças ampliaram a investigação sobre o incêndio fatal em um bar de Crans-Montana, no fim de 2025. Consigo, representantes atuais e ex-líderes locais foram convocados para depoimentos no próximo mês. A Procuradoria afirma que gestores da cidade podem ter falhado na segurança.
Inicialmente, o foco era nos proprietários franceses do bar Le Constellation, sob suspeita de homicídio culposo entre outras acusações. A ampliação mira também a gestão municipal e possíveis falhas no cumprimento de normas de segurança.
Novo desdobramento na investigação
Segundo documentos, dois novos investigados são chamados a depor em fevereiro. O chefe de segurança de Crans-Montana tem depoimento marcado para 6 de fevereiro, e um ex-chefe de segurança contra incêndios do município, para 9 de fevereiro. Os advogados disseram que os depoimentos ocorrerão conforme orientação dos investigadores.
A prefeitura de Crans-Montana já havia expressado pesar pela tragédia e, anteriormente, pediu para não atuar como parte lesada. A aproximação entre autoridades e vítimas reflete a possível responsabilidade de gestores municipais.
Os documentos indicam que há razões para acreditar que o município falhou no cumprimento de regulamentos para proteger a vida de clientes do bar. Entre os suspeitos, há também gestores presentes e extintas autoridades, além dos proprietários do estabelecimento.
A tragédia, parte de um dos piores desastres da história recente da Suíça, deixou 40 mortos, em sua maioria adolescentes, e 116 feridos, com muitos ainda hospitalizados por queimaduras graves. O incidente também impactou as relações com a Itália e o setor de turismo local.
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