Vítimas de Jeffrey Epstein afirmam que seus agressores continuam ocultos e protegidos, mesmo após a divulgação de milhões de novos documentos pelo governo dos EUA na sexta-feira, 30. O material envolve fotos, vídeos e mensagens vinculadas ao caso.
O procurador-geral adjunto Todd Blanche afirmou que a Casa Branca não teve participação na revisão dos arquivos, conforme divulgados pelo Departamento de Justiça. Segundo ele, não houve censura ou direcionamento do governo.
Epstein morreu em 2019 na prisão, enquanto aguardava julgamento por tráfico de menores. A divulgação inclui mais de 180 mil imagens e 2 mil vídeos, com menções a Trump, Elon Musk, Bill Gates e Andrew, o príncipe britânico.
Documentos e contextos
As vítimas assinam uma carta coletiva denunciando que o conteúdo pode permitir identificá-las, enquanto os agressores permanecem sem visibilidade. A carta também exige depoimento da procuradora-geral Pam Bondi ao Congresso.
Entre os itens, há um rascunho de e-mail em que Epstein cita relacionamentos de Gates; a Fundação Gates negou. Também há mensagens entre Musk e Epstein de 2012, com o empresário perguntando sobre uma festa na ilha.
Musk comentou em rede social que as mensagens podem ser mal interpretadas e pediu que a Justiça puna aqueles que cometeram crimes ao lado de Epstein. Outros documentos mencionam o producer Steve Tisch.
O ex-príncipe Andrew foi citado em convites a encontros, relacionados a propostas de Epstein para apresentá-lo a uma mulher russa. Maxwell permanece como a única pessoa já acusada no caso.
Repercussões políticas
Trump e Bill Clinton aparecem entre os nomes citados, sem que haja acusações formais contra eles. A divulgação ocorreu após pressão de parcela conservadora e de setores do próprio partido.
A Casa Branca já declarou que não houve proteção de ninguém nos arquivos. A Lei de Transparência dos Arquivos Epstein previa divulgação total até dezembro. A publicação, porém, ocorreu com atraso relativo ao calendário previsto.
Entre na conversa da comunidade