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Israel reabre passagem de Rafah entre Egito e Gaza com acesso restrito

Passagem de Rafah entre Gaza e Egito é reaberta por seis horas diárias, com acesso restrito e entrada de cinquenta pessoas de cada lado

Jovens palestinos e seus responsáveis ​​aguardam no pátio do Hospital do Crescente Vermelho para serem evacuados da Faixa de Gaza, através da passagem de fronteira de Rafah com o Egito, para tratamento no exterior, em Khan Yunis, no sul da Faixa de Gaza, em 2 de fevereiro de 2026. Foto: Bashar Taleb / AFP
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A passagem de Rafah entre a Faixa de Gaza e o Egito reabriu nesta segunda-feira, após ficar fechada desde maio de 2024. O acesso está restrito: apenas moradores poderão atravessar, com regras de entrada e saída limitadas por horas.

Segundo a agência egípcia AlQahera News, 50 pessoas deixarão o Egito em direção a Gaza e 50 virão do território. A emissora Kan informa que, no total, 150 moradores deverão deixar Gaza hoje, entre eles 50 para atendimento médico. A fronteira funcionará por cerca de seis horas.

A reabertura ocorre dentro do plano promovido pelo governo dos EUA para encerrar a violência na região. A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, disse que a medida é positiva e pode beneficiar pacientes de Gaza, com monitoramento de passagem pela missão civil da UE.

Operação de teste foi realizada neste domingo. Imagens mostraram ambulâncias na fronteira e cerca de 200 pacientes buscando autorização para entrar no Egito. Estima-se que cerca de 20 mil palestinos busquem tratamento médico fora de Gaza.

Para cruzar, é necessária autorização prévia dos serviços de segurança de Israel. O fluxo será monitorado por reconhecimento facial, e pacientes autorizados podem levar dois familiares. Médicos Sem Fronteiras destaca que o procedimento de saída permanece complexo.

Abertura também é vista como esperança para famílias separadas desde o início do conflito. Vários moradores aguardam o retorno, com restrições de bagagem e sem objetos metálicos. A expectativa é que a fronteira facilite a reunião de parentes.

Egito e Jordânia reiteraram oposição a deslocamentos forçados de palestinos para fora de Gaza, em meio a temores de novas operações militares na fronteira. A passagem de Rafah continua sujeita a alterações conforme condições de segurança na região.

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