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Mudança dos EUA em relação à Europa não começou com Trump, diz diplomata da UE

O principal diplomata da União Europeia alerta que o recuo dos EUA em relação à Europa é processo de longo prazo, demandando adaptação rápida da UE

EU high representative and vice-president for foreign affairs and security policy Kaja Kallas
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A Europa vive uma rodada de debates sobre a relação com os Estados Unidos, enquanto a agenda europeia se mantém cheia de temas de segurança e diplomacia. O foco hoje é o Oslo Security Conference, onde líderes destacam mudanças na parceria transatlântica e a necessidade de adaptar estratégias diante de um cenário em evolução.

Na conferência, o primeiro-ministro norueguês Jonas Gahr Støre e a chefe de diplomacia da UE, Kaja Kallas, discutem a possível reelaboração de alianças e normas de cooperação. Eles ressaltam que a retirada de enfoque americano da Europa ocorre em um prazo prolongado e demanda resposta coordenada do bloco.

Kallas afirma que mudanças na política externa dos EUA não tiveram início com um único líder e que há convergência entre diferentes administrações. Ela aponta que, historicamente, episódios como tarifas, questões com a Groenlândia e a relação com a OTAN marcam esse movimento.

Ela cita pesquisas recentes sobre percepções de amistade entre regiões, destacando que menos de metade dos americanos enxergam europeus como aliados próximos, enquanto a percepção na Europa é menor ainda. O tema reforça a necessidade de ações mais assertivas da UE.

A dupla não oferece soluções definitivas, mas sugere ampliar a autonomia europeia em defesa e diplomacia como caminho provável. A ideia de mais europeidade aparece como eixo para enfrentar a mudança no eixo transatlântico.

Paralelamente, a cobertura acompanha a situação na Ucrânia, pressionada pelo frio extremo e pelos ataques russos. O país enfrenta cortes de energia e queda de calor, agravados pela sétima onda de temperaturas congelantes.

Regiões vizinhas da Europa Central e Oriental também sofrem com o frio intenso: Vilnius registra -20 C, Varsóvia -18 C, Riga -12 C e Berlim -9 C. A liderança europeia busca medidas emergenciais para manter a população aquecida.

O dia segue com a expectativa de novas declarações dos dois lados sobre estratégias conjuntas e passos práticos para fortalecer a cooperação diante das mudanças na política externa americana. O jornalismo acompanha os desdobramentos com cautela e neutralidade.

Nesta segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026, a reportagem foca no impacto político e diplomático, sem tomar partido e apenas apresentando os fatos conforme avançam as conversas entre EUA e Europa.

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