Volodymyr Vasyliev, 66 anos, é um funcionário da ferrovia que trabalha 24 horas para reparar canos estourados em um edifício da era soviética em Kyiv. Ação faz parte de um esforço técnico para manter aquecimento durante o inverno de guerra.
A ofensiva russa contra a infraestrutura de energia deixou bairros sem calor e água por longos períodos. As quedas de temperatura em Kyiv chegaram a -20 °C, dificultando a vida de moradores e intensificando a operação de reparo.
Vasyliev integra um grupo de quase 250 trabalhadores ferroviários convocados para apoiar a recuperação do sistema. Até o momento, o grupo já restaurou aquecimento ou água em cerca de 160 prédios.
Durante visita da Reuters, Vasyliev percorreu um porão escuro, improvisando com ferramentas e consumíveis enquanto outros colegas trabalhavam. Em casa, o rescaldo de um corte de energia trouxe lembranças de trabalho intenso.
Em relação ao contexto, as autoridades relatam que a ofensiva contínua tem objetivo de pressionar a população por meio de interrupções no fornecimento. As medidas afetam majoritariamente áreas urbanas densamente povoadas.
Paralelamente, pesquisas de opinião destacam resistência e determinação dos entrevistados. Uma sondagem recente aponta que a maioria está disposta a manter o esforço até a vitória. O otimismo persiste, mesmo diante das dificuldades.
A sondagem também indica que a população não está disposta a ceder território estratégico, mantendo firme a posição sobre o Donbas, conforme as leituras divulgadas pelo instituto. Os dados ajudam a mapear o pulso da nação.
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