O Metropolitan Detention Center (MDC), em Brooklyn, abriga presos de alto perfil, como Nicolás Maduro. O ex-presidente venezuelano está detido desde pouco mais de um mês, junto da esposa Cilia Flores, que também permanece no estabelecimento. O julgamento ainda não tem data definida.
O MDC é conhecido por condições duras e impessoais. O complexo, que tem capacidade para mil detentos, abriga mais de 1,3 mil homens e mulheres, sob regime de confinamento rígido e restrições severas. A rotina envolve vigilância constante e pouca mobilidade.
O prédio fica com vista para a baía de Nova York, próximo à Estátua da Liberdade. A unidade é descrita por juízes como desrespeitosa à dignidade humana, com casos de esfaqueamentos, comida inadequada e serviços médicos falhos. Em 2019, houve falta de energia durante uma semana.
A sentença de um caso recente, envolvendo o empresário Daniel Colucci, trouxe à tona a controvérsia sobre o uso do MDC. Em agosto de 2024, ele recebeu pena de nove meses por fraude fiscal, com cláusula que pode zerar a pena caso o MDC fosse designado como local de cumprimento, levando à transferência para regime domiciliar.
A mudança de política não resolveu problemas estruturais, apenas evidenciou seletividade do sistema. Enquanto celebridades ganham alças especiais, a maioria dos encarcerados — principalmente negros e latinos de baixa renda — permanece exposta à precariedade, que já causou fatalidades desde 2020.
O MDC voltou ao foco público após, em janeiro de 2026, Mark Anderson ser preso ao tentar libertar Luigi Mangione, disfarçado de agente do FBI. A tentativa revelou falhas de segurança, com objetos improvisados encontrados durante a revista.
Entre os residentes passados e presentes, figuram nomes como El Chapo Guzmán, Ghislaine Maxwell e Sam Bankman-Fried. Também passaram por lá outras figuras de notoriedade, incluindo integrantes de organizações criminosas e empresários de alto perfil.
O caso de Maduro envolve a defesa liderada por Barry Pollack, que pediu a transferência por motivos de segurança. Até o momento, não houve resposta oficial, e o julgamento de Maduro está marcado para 17 de março.
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