O primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez afirmou que o governo não se deixará influenciar por oligopólios de tecnologia na proposta de impedir o acesso de jovens às redes sociais. A fala ocorreu em Madrid, na quinta-feira, 5 de fevereiro. O objetivo é proibir que menores de 16 anos usem plataformas de mídia social e responsabilizar executivos por discurso de ódio. O governo disse que a regulação é necessária para proteger cidadãos de desinformação.
Segundo Sánchez, a democracia não será influenciada por grandes empresas de algoritmos. Ele afirmou que as plataformas foram usadas recentemente para disseminar informações falsas entre milhões de usuários. O pronunciamento integra uma série de críticas ao poder de empresas de tecnologia na UE e no exterior.
Durov, fundador do Telegram, e Elon Musk criticaram a medida. Durov afirmou, via Telegram, que a proposta exigiria que plataformas coletassem dados de todos os usuários e permitiriam o controle do que cada pessoa vê. Musk chegou a chamar Sánchez de tirano em uma postagem recente.
O governo espanhol destacou que a mensagem de Durov para usuários do Telegram evidencia a necessidade de regulação. Segundo autoridades, a regulamentação visa combater desinformação e proteger a cidadania em ambientes digitais. O tema também envolve a obrigação de transparência sobre dados de usuários.
A proposta de Sánchez surge em contexto europeu de maior controle sobre plataformas digitais. Em novembro, autoridades de países como Reino Unido, Grécia e França também discutiram medidas mais rigorosas. A Espanha também acompanha movimentos de outros mercados, como a Australia, que já adotou regras similares no passado.
As informações foram apuradas pela Thomson Reuters, com edição de By. O material cita declarações de Sánchez em Madrid e respostas públicas de Durov e Musk. O texto segue padrões de neutralidade e veracidade, sem incluir opiniões ou conclusões.
Entre na conversa da comunidade