Protestos tomaram as ruas de Milão na tarde desta sexta-feira para questionar a presença de agentes do ICE, serviço de imigração dos EUA, e o fechamento de escolas e vias públicas em preparação para a cerimônia de abertura dos Jogos de Inverno Milano Cortina. A manifestação ocorreu no centro da cidade.
Os protagonistas foram principalmente estudantes que carregavam cartazes com a frase ICE fora. A passeata teve fim diante de um edifício da Politécnica, no leste de Milão, onde também foi exibida uma faixa crítica à atuação do ICE, ao vice-presidente dos EUA e ao secretário de Estado.
As autoridades italianas adotaram medidas de segurança, mantendo escolas no centro da cidade fechadas e bloqueando parte de Milão para facilitar o fluxo de tráfego e a proteção da cerimônia de abertura, prevista para ocorrer em área próximo ao estádio onde ocorrerá o evento.
Protestos e medidas de segurança
Na manhã de quinta-feira, a ONG Greenpeace realizou um protesto diante da catedral, contestando a parceria entre a organização dos Jogos e a petroleira italiana ENI como patrocinadora.
Ainda na sexta, a organização Comitê Contra as Olimpíadas planejou uma marcha com tochas em área próxima ao local da cerimônia de abertura, ampliando o debate público sobre custos sociais e mercadologia de grandes eventos.
Eventos paralelos e contexto
Participantes questionam o impacto urbano das instalações para os Jogos, apontando elevação de preços de moradia e redução de espaços sociais. A presença de agentes americanos em território italiano havia sido anunciada pelo Departamento de Estado dos EUA na semana anterior.
As autoridades locais enfatizam que as medidas visam garantir segurança e fluidez no entorno da abertura, sem detalhar cronogramas específicos de circulação ou de operações de proteção.
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