As eleições legislativas no Japão confirmaram a vitória de Sanae Takaichi, líder ultraconservadora. Segundo projeções de boca de urna, ela debe passar a governar com maioria na Câmara Baixa, dominando 328 das 465 cadeiras disputadas. A coalizão da premiê alcançaria cerca de 70,5% dos assentos.
A votação ocorreu neste domingo, em meio ao inverno japonês. Takaichi enfrentou condições climáticas adversas, com temperaturas negativas e nevasca. Ela havia dito que renunciaria caso a maioria não fosse assegurada, uma aposta que acabou sendo bem-sucedida.
Apesar de ter assento na Câmara Alta, onde não há poder de dissolução, a primeira-ministra recebeu aval para impor sua agenda. Seu pacote combina foco econômico expansionista com postura mais firme na segurança nacional, o que espanta o mercado e preocupa a China.
Mercado teme impactos fiscais, dado o elevado endividamento público no Japão. A China expressou oposição à linha de Takaichi, associando-a a planos de fortalecimento militar e de maior assertividade regional frente Pequim.
Desde assumir o cargo, em outubro do ano passado, Takaichi sinalizou resposta a um possível ataque chinês a Taiwan. A relação com Washington permanece próxima, com alinhamento político e verbal elevado entre Tóquio e EUA.
O cenário político japonês indica que a nova base parlamentar deverá sustentar a agenda da premiê, incluindo medidas de defesa e reformas econômicas. Ainda não está claro como a oposição reagirá aos próximos passos políticos.
Entre na conversa da comunidade