O governo dos Estados Unidos afirmou que financiará iniciativas de liberdade de expressão em países ocidentais aliados, durante visita europeia destinada a contestar regulações que chamam de censura. A declaração foi feita por uma autoridade sênior do Departamento de Estado na terça-feira.
Sob a direção de Sarah Rogers, que tem atuado como liderança nesse esforço, a equipe norte-americana planeja discutir liberdade de expressão e liberdade digital com autoridades em Dublin, Budapeste, Varsóvia e Munique. A visita ocorre em contexto de críticas a regras europeias.
Segundo a pasta, Rogers destacou que o trabalho será conduzido de forma transparente, com financiamento por meio de subsídios para defender democracias ocidentais. A fala ocorreu em um painel em Budapeste, na presença de assessores.
A administração tem se oposto a regras como a Lei de Serviços Digitais da UE e a Lei de Segurança Online do Reino Unido, acusando-as de restringirem críticas a políticas de imigração e de impor encargos a empresas de tecnologia dos EUA.
Relatórios da imprensa indicam que Rogers teve conversas sobre financiamento de think tanks e organizações alinhadas a políticas associadas ao slogan Make America Great Again. A Casa Branca, porém, não confirmou tais planos específicos.
O documento de Estratégia de Segurança Nacional divulgado em dezembro afirmou que líderes europeus censuram a liberdade de expressão e pressionam contra oppositores a políticas migratórias. Autoridades europeias tinham reagido a medidas anteriores dos EUA.
Além disso, Washington impôs vistos a um ex-comissário da UE e a quatro ativistas anti-desinformação, alegando envolvimento com censura de plataformas de mídia social. Representantes europeus condenaram as sanções e defenderam o direito de legislar sobre atuação de empresas estrangeiras.
Rogers afirmou, em Budapeste, que os Estados Unidos não estão em desacordo com a maioria dos europeus em temas como migração, citando pesquisas, sem detalhar os números. A oficial ressaltou a importância da liberdade de expressão para a governança.
Plano de financiamento
A administração sinalizou que a atuação busca promover liberdade de expressão nos democracias ocidentais, com repasse de recursos para organizações escolhidas por meio de acordos de subvenção. O objetivo é apoiar valores dos EUA no exterior.
Especialistas ouvidos criticaram a possibilidade de financiamento de entidades ligadas a políticas domésticas norte-americanas, mas a autoridade do Departamento de Estado indicou que as ações visam interesses e valores dos EUA no exterior.
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