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Ameaças comerciais dos EUA não terminaram, diz Macron

Macron diz que ameaças comerciais dos EUA não terminaram e defende proteção da indústria europeia com preferência europeia e maior aprofundamento do mercado interno

Emmanuel Macron. Foto: Benoit Tessier / POOL / AFP
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O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou que as ameaças comerciais dos Estados Unidos não terminaram, segundo entrevista publicada por jornais europeus. O relatório cita o risco contínuo de medidas como tarifas em setores estratégicos da UE.

Macron destacou que houve um alívio aparente ao sair do “pico da crise” das tarifas, mas que os problemas persistem. Ele afirmou que ataques constantes ao comércio podem surgir semanalmente, afetando produtos como farmacêuticos.

O chefe de Estado disse que a Europa não deve se dobrar nem buscar apenas acordos temporários quando confrontada com agressões, adiantando que esse caminho aumentaria a dependência econômica do bloco. Ele sugeriu resposta firme e autossuficiente.

Em meio a agendas da semana, o presidente pediu avanço da integração e da diversificação de acordos comerciais, com foco na simplificação e no fortalecimento do mercado interno da UE. Defesa da indústria europeia em setores-chave foi enfatizada.

Acordos comerciais

Macron criticou o acordo de livre comércio entre a UE e o Mercosul como inadequado, antigo e mal negociado, segundo a leitura dele. Ele defendeu negociações com salvaguardas que protejam o clima e a economia europeia, sem abrir mão de princípios de justiça.

O presidente apontou a necessidade de uma “preferência europeia” em áreas estratégicas como tecnologias limpas, química, aço, automóveis e defesa. Segundo ele, essa estratégia evitaria que a Europa seja varrida por políticas concorrenciais desiguais.

Sobre as negociações com o Mercosul, Macron afirmou que a prioridade é obter acordos mais justos e sustentáveis, com salvaguardas ambientais. Ele ressaltou que o objetivo é equilibrar competitividade e responsabilidade climática.

Contatos com a Rússia

Macron disse desejar retomar o diálogo com Vladimir Putin de forma coordenada entre europeus, envolvendo um número limitado de interlocutores. Os contatos diretos foram suspensos desde o início da guerra na Ucrânia.

Ele informou que, no início de fevereiro, enviou o conselheiro diplomático a Moscou para abrir canais técnicos de comunicação. As primeiras conversas indicaram que a Rússia não busca a paz de imediato, segundo a leitura dele.

Mesmo com esses sinais, Macron afirmou que os canais de diálogo podem se manter ativos para preparar uma retomada, desde que haja coordenação entre os parceiros europeus.

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