O Congresso dos Estados Unidos aprovou nesta quarta-feira uma resolução para revogar as tarifas impostas por Donald Trump sobre o Canadá. A matéria, de caráter simbólico, contou com apoio de deputados republicanos e democratas contrários à estratégia do presidente. A lista terminou em 219 votos a 211.
A medida visa encerrar a emergência nacional declarada por Trump para justificar as tarifas, embora sua revogação dependa de apoio do próprio presidente, o que é improvável. O texto segue agora para o Senado, onde também exigiria aprovação de ambas as casas para seguir adiante.
Gregory Meeks, principal democrata na comissão de assuntos estrangeiros, disse que a votação aborda o custo de vida das famílias americanas versus manter preços altos por lealdade ao presidente. A incerteza sobre o desfecho persiste, já que o Senado já rejeitou as tarifas em votações anteriores.
Contexto e desdobramentos
O debate ocorre em meio a tensões com parceiros comerciais e pressões de eleitores sobre preços em alta. A Casa (conservando a maioria) abriu espaço para questionar a política tarifária, sinalizando desconforto com a condução econômica do governo.
O presidente, por sua vez, já mencionou a possibilidade de ampliar tarifas caso o Canadá avance em um acordo com a China. A liderança da Câmara tentou adiar a chamada para votação aguardando decisão judicial sobre a legalidade das tarifas, mas a estratégia não prevaleceu.
Alguns republicanos relataram dúvidas sobre o que chamam de autonomia constitucional do Congresso frente a políticas de comércio. Entre eles, parlamentares que defendem que o Legislativo tenha voz mais firme em questões de tarifas e acordos internacionais.
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