França, Espanha e Portugal foram palco de diversos protestos neste fim de semana que terminaram com mais de mil detidos. A polícia francesa prendeu 1.314 pessoas em várias cidades do país, e 53 agentes ficaram feridos, informou neste domingo (25) o Ministério do Interior.
As prisões ocorreram em meio a episódios de violência à margem das grandes manifestações de sábado (24) contra o alto custo de vida. Foi o segundo fim de semana seguido de tumultos na França, que vai às urnas no ano que vem para escolher o sucessor de Emmanuel Macron, impedido de concorrer novamente por já ter cumprido dois mandatos.
Segundo o ministério, as forças de segurança atenderam a 75 incêndios, e 24 lojas foram saqueadas. A pasta informou que várias investigações foram abertas, sem dar detalhes, e não divulgou quantos manifestantes se feriram.
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Na noite de sábado, o ministro do Interior, Laurent Nuñez, mencionou dois feridos graves entre os manifestantes. Em Toulouse, no sul do país, um jovem de 20 anos perdeu “vários dedos” da mão direita, segundo um socorrista voluntário ouvido pela AFP. Em Clermont-Ferrand, na região central, outro homem machucou a mão.
Em Poitiers, no oeste, um jovem de 19 anos foi atingido no olho durante uma investida da tropa de choque com granadas de efeito moral e gás lacrimogêneo, segundo o fotógrafo de um jornal regional. Ainda não se sabe se os ferimentos de sábado foram causados por esse tipo de armamento, que deixou pessoas mutiladas em protestos estudantis nas últimas semanas.
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Distúrbios na Espanha
Também neste domingo, a polícia regional da Catalunha informou que prendeu 128 pessoas durante a madrugada em Barcelona por atos de “vandalismo”, “danos ao patrimônio público” e “saques”. Dos detidos, 73 são menores de idade.
Vídeos publicados nas redes sociais mostram grupos de jovens, muitos vestidos totalmente de preto, atacando lojas depois de se reunirem no centro da cidade para um ato não comunicado às autoridades.
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Em entrevista ao veículo catalão 3CatInfo, a chefe da polícia regional, Silvia Cata, disse que só dois dos detidos tinham antecedentes criminais e que 15 policiais se feriram. Ela relatou que 23 estabelecimentos foram depredados e classificou os atos como “violência gratuita”.
O presidente regional da Catalunha, Salvador Illa, cobrou que os responsáveis “paguem” pelo que fizeram. Em campanha para as eleições gerais de 29 de novembro, o líder da oposição de direita, Alberto Núñez Feijóo, defendeu “uma mudança” para o país “que surja das urnas, com liberdade e respeito”.
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Acampamentos desmontados em Portugal
Na madrugada deste domingo, a polícia de Portugal voltou a retirar as barracas montadas por manifestantes que protestam contra a disparada no preço da moradia. Segundo a corporação, a operação terminou com 31 prisões por desobediência e 171 estruturas desmontadas. Oito civis e três policiais ficaram feridos.
Os organizadores do movimento criticaram a brutalidade dos agentes e, segundo a imprensa portuguesa, contabilizaram 37 manifestantes feridos, a maioria em Lisboa. Os acampamentos surgiram nas últimas semanas na capital e no Porto e têm sido alvo frequente de ações policiais.
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Os manifestantes acusam o governo de não agir contra a crise habitacional e de tentar aprovar mudanças nas regras de aluguel que facilitariam despejos. O movimento segue o exemplo da vizinha Espanha, onde barracas ocupam o centro de Madri há semanas.
*Com informações da AFP
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