O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, defende que a competição global começa pela estabilidade na região do Hemisfério Ocidental. Ele cita a necessidade de integração e resiliência na região antes de atuar em outras frentes.
O texto analisa que a doutrina de Roosevelt permanece relevante: instabilidade no hemisfério atrai intervenção externa e pode limitar o poder dos EUA no exterior. Rubio usa esse fio para justificar atuação regional.
Apego à história recente também é mencionado: após a Guerra Fria, Washington perdeu uma verdade difícil, segundo o artigo, e tratou a América Latina e o Caribe de modo episódico, centrado em migração, drogas e crises.
Rubio critica a abordagem que pretende moldar a região por meio de pressão e condicionantes, defendendo uma presença que envolva infraestrutura e alianças estáveis. O foco seria criar convergência ao longo do tempo.
A matéria aponta que a região não é monolítica nem campo de conflito ideológico único, mas um local de competição em infraestrutura. Portos, dados, energia e redes de telecomunicações ganham relevância estratégica.
Segundo o texto, a capacidade de nearshoring e cadeia de suprimentos depende de governança clara, financiamento suficiente e parceiros que resistam a ciclos eleitorais. A dependência de financiamentos opacos é vista como risco.
Os autores ressaltam que o uso do poder americano não deve ser apenas coercitivo. A cooperação com governos capazes é apresentada como forma de construir resiliência regional e facilitar movimentos estratégicos globais.
O artigo também ressalta a importância de manter o Estado de direito e a democracia em debates com parceiros. Desalinhamentos internos nos EUA podem minar a credibilidade externa e a cooperação.
A conclusão sugere que líderes democratas precisam agir com firmeza para alinhar a região sem depender exclusivamente da força. Estruturas de cooperação devem acompanhar instrumentos de segurança nacional.
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