O ataque aéreo russo desta quinta-feira deixou mais de 2,6 mil prédios residenciais sem aquecimento em Kiev, após ações sobre infraestruturas energéticas por todo o território da Ucrânia. Ao todo, 24 mísseis foram lançados e 219 drones foram usados, com impactos em 13 locais nas regiões de Kiev, Kharkiv, Dnipro e Odessa.
A Força Aérea ucraniana informou que 15 dos projéteis de longo alcance foram interceptados pelas defesas, enquanto nove mísseis balísticos e 19 drones atingiram alvos. O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, confirmou que a maioria dos prédios afetados ficou sem aquecimento após o ataque, somando-se aos danos de ataques anteriores.
Impacto humano e operabilidade
Civis relatam blocos de apartamentos frios, tubulações congeladas e elevadores parados. Redes telefônicas e serviços de comunicação também foram prejudicados. Organizações humanitárias destacam que muitas famílias recorrem a medidas improvisadas para aquecer espaços, com riscos envolvendo uso de fontes de calor não seguras.
A Anistia Internacional indica que a Ucrânia já perdeu parte expressiva de sua capacidade de produção de energia, com cortes generalizados que afetam grande parte do país durante o período menos ameno do ano. Os relatos destacam ainda dificuldades de abastecimento de eletricidade e gás para a população.
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