Keir Starmer removou o secretário de Gabinete, Chris Wormald, após apenas 14 meses no cargo, em uma decisão que reforça a instabilidade no governo trabalhista. O anúncio ocorreu neste fim de semana, em meio a críticas sobre a gestão do escândalo Mandelson/Epstein.
Wormald deixa a posição considerada a mais relevante na Administração Civil britânica, atuando como principal assessor do premiê e supervisor de reuniões, além de certificador de conformidade ética. A saída foi apresentada como acordo mútuo com Starmer.
A substituição fica a cargo de Antonia Romeo, secretária permanente do Ministério do Interior, que assume o posto. A escolha visa acalmar o Legislativo após críticas ligadas ao tratamento de mulheres vítimas de casos envolvendo Epstein.
Segundo apuração, a responsabilidade de aprovar a candidatura de Mandelson como embaixador nos EUA também estava sob a alçada de Wormald. A gestão do caos envolvendo Mandelson e Epstein é citada como contexto da ruptura.
A semana trouxe ainda a demissão de Morgan McSweeney, ex-chefe de Gabinete de Starmer, e a saída de Tim Allen, diretor de Comunicação de Downing Street. Em 18 meses, foram quatro chefes de Gabinete e cinco diretores de Comunicação, sinal de fragilidade governamental.
A sequência de mudanças ocorre em meio a rumores sobre eleições locais em maio, no Reino Unido, com pesquisas indicando possível derrota do Partido Trabalhista. A cúpula do partido encara pressionamentos internos e o desafio de manter o ritmo de reformas.
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