O financista Jeffrey Epstein, morto em 2019 nos EUA, teria CPF ativo no Brasil. A Gazeta do Povo confirmou, via consulta ao site da Receita Federal, que o cadastro aparece como regular.
O comprovante de situação cadastral indica inscrição em 23 de abril de 2003 e apresenta o nome completo Jeffrey Edward Epstein. A existência do CPF é mencionada em arquivo liberado pelo Departamento de Justiça dos EUA, dentro de um lote denominado Arquivos Diversos.
Segundo os documentos divulgados, Epstein demonstrava interesse pelo Brasil. O material soma mais de quatro mil registros com referências ao país, incluindo mensagens e documentos financeiros sobre movimentações e sondagens no território brasileiro.
Possíveis negócios e ligações com o Brasil
Entre os arquivos, há diálogos atribuídos a Epstein e ao ex-modelo francês Jean-Luc Brunel, ligados a possíveis negócios com agências de modelos no Brasil e a concursos de seleção de jovens mulheres.
Depoimento de 2010 na Justiça da Flórida relata viagens frequentes ao Brasil e contatos com pessoas envolvidas no recrutamento de mulheres; o nome da intermediária aparece restrito nos autos.
Registros também citam conversas entre Epstein e o ex-estrategista da Casa Branca Steve Bannon sobre a situação política do Brasil.
A Gazeta do Povo manteve contato com a Receita Federal para comentar a existência do CPF, porém o órgão não se pronunciou até o fechamento desta edição. O texto será atualizado com nova posição.
A Receita Federal informa que brasileiros ou estrangeiros não residentes podem solicitar inscrição no CPF se houver bens ou direitos sujeitos a registro público no Brasil. A regra vale para quem possua ou não obrigação formal.
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