O líder da oposição da Hungria afirmou nesta quinta-feira que pessoas ligadas ao governo planejam divulgar um vídeo ilícito dele em uma situação íntima com a ex-namorada, na tentativa de desqualificá-lo antes das eleições previstas para abril. A acusação chegou após reportagens que começaram a chamar atenção para um site que insinuava uma revelação.
Peter Magyar, chefe do partido Tisza, que disputa com o partido no poder Fidesz, divulgou a mensagem em seu perfil no Facebook. Segundo ele, trata-se de uma campanha de difamação ao estilo russo para prejudicar sua imagem pública.
Magyar, de 44 anos, é pai de três filhos e divorciado. O site que liberou a suposta prévia mostrou imagens de um quarto com cama, e deixou a janela de divulgação marcada para uma data passada, que ele afirma ser de um encontro consensual com a ex-namorada.
Desdobramentos
O governo, representado pelo porta-voz Zoltan Kovacs, não respondeu a perguntas enviadas pela Reuters. A assessoria de imprensa do premiê Viktor Orban também não comentou o caso até o fechamento desta edição.
Magyar afirmou que não cometeu irregularidades e que não permitirá que Orban desvie a atenção com uma suposta manobra de desinformação. A declaração ocorreu após reportagens de veículos locais sobre o site e sua possível relação com a campanha governista.
A Reuters informou que ainda não foi possível verificar quem criou o site nem onde eventual conteúdo poderá ser divulgado. O jornalismo de verificação está em curso para apurar a autenticidade das imagens e a origem da difamação.
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