O texto, assinado por líderes militares britânico e alemão, defende que a rearmamento não é aquecimento de guerra. Eles apresentam a necessidade de união e firmeza europeias para preservar a paz diante de novas ameaças. A mensagem veio à tona após discussões no ciclo de segurança de Munique.
Knighton, chefe do Estado-Maior da Defesa do Reino Unido, e Breuer, chefe da Defesa da Alemanha, afirmam que a postura russa se deslocou para o oeste. Segundo eles, o Kremlin está rearmando e reorganizando forças, elevando riscos de conflito com a Otan.
O artigo cita compromissos europeus recentes, incluindo o objetivo da Otan de gastar 5% do PIB em defesa até 2035, adotado no Summit de Haia no ano passado. Os autores destacam a necessidade de escolhas orçamentárias difíceis entre Estados-membros.
Cooperação europeia
Os signatários ressaltam a importância de industrialização de defesa para sustentar qualquer conflito. A cooperação entre Reino Unido e Alemanha é citada como exemplo, com a parceria Trinity House de 2024 abrindo espaço para abordagens conjuntas.
Eles detalham medidas concretas: exposição de pelo menos seis fábricas de munição no Reino Unido; uma brigada de combate alemã na frente oriental; expansão de capacidade industrial e compras de milhares de veículos blindados. A União Europeia injeta 150 bilhões de euros no reforço da base industrial de defesa.
A defesa europeia, afirmam, depende de uma postura de dissuasão clara e de uma abordagem de “defesa de toda a sociedade”. O objetivo é manter a capacidade de produção e continuar fortalecendo a segurança comum, com participação pública e suporte a setores privados de alta tecnologia.
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