O governo britânico emitiu ordens de remoção contra quatro chagosianos que chegaram nesta semana a um atolo remoto no arquipélago de Chagos. A medida busca dificultar os planos britânicos de transferir a soberania do território para Maurícia.
Os quatro desembarcaram na Ilha du Coin, parte do atole Peros Banhos, na segunda-feira, com a expectativa de que mais pessoas se juntem a eles para uma moradia permanente. Segundo a chancelaria britânica, a chegada ocorreu de modo irregular e inseguro, sem contribuir para o retorno de visitas de patrimônio ao território.
A imprensa britânica informou que, sob um acordo assinado em 2025, o Reino Unido transferiria a soberania das Ilhas Chagos para Maurícia, mantendo o controle de Diego Garcia por meio de um contrato de aluguel de 99 anos envolvendo os EUA. O objetivo central é reativar o programa de visitas de patrimônio à região.
Contexto político e jurídico
Nigel Farage, líder do Reform UK, afirmou que os quatro são britânicos que buscam reconquistar seu direito de nascença e afirmou que avalia caminhos legais para apoiá-los. Segundo Farage, os indivíduos receberam, pela manhã, um aviso de despejo em nome do governo britânico, sob ameaça de prisão de até três anos caso não cumpram.
As ordens de remoção, vistas pela Reuters, foram emitidas por um oficial de imigração do Território Britânico do Oceano Índico e indicam a presença irregular no território, com a possibilidade de retorno violar a legislação local e acarretar penalidades.
Historicamente, até 2.000 chagosianos foram removidos à força das ilhas nos anos 1960 e 1970, sendo reassentados principalmente em Maurícia e no Reino Unido. A negociação de soberania tem gerado críticas entre parte da comunidade, que acusa Maurícia de negligência histórica, uma alegação que Maurícia nega.
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