A polícia de Essex abriu uma investigação sobre o uso do aeroporto de Stansted para o tráfico de mulheres associado ao caso Epstein, com foco em voos privados que ligavam Letônia, Lituânia e Rússia a destinos no Reino Unido. A apuração surgiu após a divulgação de arquivos do Departamento de Justiça dos EUA.
O ex-primeiro ministro Gordon Brown exigiu que o irmão da rainha Elizabeth II, o duque de York Andrew, seja ouvido pela polícia, conforme relatos de que Epstein enviou mensagens envolvendo o príncipe. Brown acusa autoridades de falhas anteriores no enfrentamento do tema.
Segundo Brown, emails mostram Epstein explorando Stansted para transportar jovens, com referência a custos mais baixos que em Paris e menções a meninas em idade próxima da maioridade. A imprensa britânica descreveu o esquema como um circuito de envio e retorno de vítimas.
Investigação em Stansted e desdobramentos
A polícia de Essex confirmou que analisa informações sobre voos que chegavam e saíam do Stansted após a publicação dos arquivos de Epstein. A linha central é entender como as operações ocorreram e qual o papel de indivíduos próximos ao caso.
A direção do aeroporto informou que voos privados operam fora de suas instalações, com controles de imigração geridos pela Patrulha de Fronteiras e uso de terminais independentes. A gestão negou envolvimento direto nas operações.
Quatro forças policiais britânicas passaram a conduzir apurações relacionadas a Epstein. Especificamente, Thames Valley e Surrey estudam ligações entre Andrew e Epstein, bem como se informações econômicas confidenciais foram compartilhadas.
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