Polónia emitiu um Mandado Europeu de Arresto (MEA) contra o ex‑vice‑ministro da Justiça Marcin Romanowski, que recebeu asilo na Hungria. O objetivo é avançar com investigações sobre o uso de recursos públicos na era PiS, segundo a assessoria de imprensa de um tribunal de Varsóvia.
O MEA foi divulgado após Roma a Hungria conceder refúgio ao ex‑ministro da Justiça Zbigniew Ziobro, alvo de acusações. Romanowski e Ziobro são citados em denúncias envolvendo abuso de poder e condutas inadequadas com recursos estatais, conforme apurados pela Justiça polonesa.
Romanowski solicitou asilo na Hungria no fim de 2024, levando à tensão entre Varsóvia e Budapeste, que tem se posicionando como aliado político do PiS em momentos de atritos com a União Europeia. As autoridades polonesas buscam responsabilização de expedreguitos de uso indevido de verbas.
Contexto político
O governo de Donald Tusk, que assumiu em 2023, tem criticado a postura de Hungria de Viktor Orbán em temas europeus e na guerra na Ucrânia. Em resposta, Varsóvia tem reiterado o compromisso com o Estado de direito e a responsabilização de acusados de irregularidades.
Autoridades de Varsóvia destacam que o MEA faz parte de uma ação para apurar desvio de recursos públicos durante o governo anterior. A Hungria, por sua vez, tem reiterado acusações de perseguição política contra opositores.
A pasta de Justiça polonesa não informou detalhes adicionais sobre o andamento do caso ou sobre prazos para o cumprimento do mandado. As investigações permanecem centralizadas no âmbito da Justiça polonesa.
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