Fewer than 1.000 famílias permanecem no campo de Al-Hol, no nordeste da Síria, onde parentes de suspeitos de extremismo estavam detidos. A informação é do ex-diretor do local, anunciada nesta quarta-feira, após milhares terem fugido em janeiro durante o avanço do governo sobre a área.
O campo, próximo à fronteira com o Iraque, foi um dos principais vínculos para familiares de militantes do Estado Islâmico detidos durante a ofensiva apoiada pelos EUA. A mudança de controle ocorreu após o recebimento de áreas pelo governo sírio, que assumiu decisões sobre o espaço antes sob domínio curdo.
Desdobramentos recentes
Jihan Hanna, antiga diretora de Al-Hol, disse à Reuters que as famílias remanescentes são majoritariamente sírias e que estão sendo transferidas para um campo em Aleppo. A maioria dos estrangeiros já havia fugido.
O último censo disponível, datado de 19 de janeiro, indicava 6.639 famílias (23.407 pessoas), entre sírios, iraquianos e 6.280 estrangeiros de mais de 40 nacionalidades. O número não foi atualizado desde então.
UNHCR apontou queda significativa no número de moradores nas semanas anteriores, sem confirmar dados atuais. A agência também informou que não pôde entrar no campo durante o fim de semana por causa da instabilidade local.
Contexto e referências
O governo sírio acusou as Forças Democráticas da Síria (SDF) de se retirarem de Al-Hol em 20 de janeiro sem coordenação. Em resposta, a SDF disse que precisava se deslocar para áreas próximas a cidades do norte, diante de riscos crescentes.
Fontes de segurança sírias afirmaram que, naquele dia, muitas pessoas fugiram durante um intervalo de cinco horas em que o campo ficou sem vigilância. Houve relatos de evacuações para destinos desconhecidos.
Algumas pessoas deixaram a Síria, enquanto no Líbano a polícia questionou mais de uma dúzia de libaneses que cruzaram a fronteira após a fuga. No norte do país, centenas de pessoas, principalmente mulheres e crianças, foram transferidas para um novo acampamento próximo a Akhtarin, em Aleppo.
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