José María Balcázar foi eleito presidente interino do Peru ao fim da sessão para a chefia do Congresso, na noite de quarta-feira, 18. Ele assumiu automaticamente a presidência do país, após a destituição do ex-presidente interino José Jerí por corrupção.
Balcázar, de 83 anos, é advogado e integra o partido Peru Livre. A eleição para o cargo ocorreu com 60 votos favoráveis, em sessão extraordinária realizada na sede do Legislativo. O presidente interino ficará no cargo até 26 de julho, data prevista para a cerimônia de posse do vencedor das eleições de abril.
O cargo de titular do Poder Executivo ficou vago desde a destituição de Dina Boluarte e a posse de Jerí em outubro. Jerí foi afastado em 17 de outubro, em meio a denúncias de conduta inadequada durante o exercício do mandato e investigações de corrupção.
Cenário político
Balcázar foi escolhido entre quatro candidatos, todos com perfis distintos, incluindo um porta-voz de centro-direita e dois esquerdistas. O pleito de abril marca o retorno a um Parlamento bicameral e a uma agenda eleitoral com mais de 30 candidatos.
O Peru enfrenta uma crise de instabilidade institucional desde 2016, com acusações e investigações contra presidentes anteriores. O ex-presidente Pedro Castillo permanece preso por tentativa de golpe. Não foram apresentadas opiniões no texto.
Garantia de transição
O novo presidente interino disse que promete uma transição democrática, eleitoral e transparente, para que as eleições ocorram sem dúvidas. A fala ocorreu durante o discurso de tomada de posse no Parlamento, sob o compromisso de respeitar a Constituição.
Organizações de direitos humanos pressionaram Balcázar, reiterando preocupações com declarações anteriores que foram consideradas inadequadas para a proteção de crianças. A reação apontou para a necessidade de padrões de proteção e prevenção de violência sexual.
Fernando Tuesta, cientista político, afirmou que a crise política pode impactar o ambiente eleitoral, destacando que partidos que sustentaram Jerí enfrentam críticas pela instabilidade. O debate sobre o futuro político permanece central no país.
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