O protesto contra a reforma trabalhista na Argentina terminou em confronto entre policiais e manifestantes em Buenos Aires nesta quinta-feira 19. A mobilização ocorreu durante uma greve geral convocada pela CGT. O ato, que se desenrolou nos arredores do Congresso, começou ao meio-dia de forma pacífica e reuniu milhares de pessoas, segundo a AFP. A motivação é a oposição à reforma trabalhista defendida pelo presidente Javier Milei.
Dezenas de pessoas estiveram envolvidas nos confrontos que se intensificaram após parte dos manifestantes deixar o local. Moradores lançaram garrafas e pedras contra o cordão policial, que se posicionado atrás de grades para impedir o acesso à sede do Legislativo. As forças de segurança reagiram com canhões de água e gás lacrimogêneo. Ao fim da tarde, algumas dezenas de manifestantes e fileiras de policiais permaneciam em tensão no entorno.
Enquanto isso, a Câmara dos Deputados discutia o projeto de desregulamentação trabalhista, em sessão que se previa longa. A reforma já havia sido aprovada no Senado e segue para votação na casa, com a oposição alegando impactos nos direitos trabalhistas.
Contexto da greve da CGT
A greve nacional teve adesão expressiva, especialmente no setor de transportes, segundo Jorge Sola, líder da CGT. Ele afirmou que a paralisação representou cerca de 90% de participação, sendo a maior entre as quatro realizadas no governo Milei.
Pontos da reforma trabalhista
A reforma prevê redução de indenizações, extensão da jornada de trabalho para 12 horas e limitação do direito de greve, entre outros pontos polêmicos. A oposição critica impactos sobre direitos dos trabalhadores, enquanto apoiadores dizem buscar maior flexibilidade econômica.
Entre na conversa da comunidade