Doug Ruch, 56, morreu em Auckland, Nova Zelândia, no dia 18 de dezembro, segundo autoridades dos EUA e da NZ. O falecimento ocorreu pouco antes do Natal, meses após ele divulgar ter câncer terminal e viajar para prestar serviço comunitário. A causa ainda não foi divulgada.
Ruch ganhou centenas de milhares de dólares via GoFundMe para a suposta missão Dying to Serve, com cobertura de grandes veículos. Reportagens apontaram que ele realizava ações de voluntariado em várias estados dos EUA antes da viagem internacional.
Documentos e entrevistas examinaram o histórico de campanhas de arrecadação associadas ao seu nome, incluindo uma destinada a adoção de um cão. Relatos de pessoas próximas o descrevem como suposto golpista, com dívidas e pendências.
Acusações e controvérsias
O jornalista David Farrier publicou que Ruch já havia promovido campanhas independentes, algumas em que alegava necessidades financeiras para itens diários. O material sugeriu uso frequente da plataforma para fins questionáveis.
A Guardian contatou Ruch em dezembro, antes de sua morte, para comentar as alegações. Ele manteve que possuía câncer e que os recursos eram usados conforme prometido, sem apresentar documentos solicitados.
GoFundMe afirmou, antes da morte, que as campanhas estavam dentro dos termos de serviço. A plataforma não respondeu a novas perguntas após o falecimento de Ruch.
Verificações e desdobramentos
Ruch afirmou ter iniciado a turnê Dying to Serve em 2021, com a progressão de um diagnóstico de câncer de próstata. Segundo ele, já ajudou dezenas de organizações sem fins lucrativos e pretendia cumprir promessas de serviço em 32 estados.
Após a devida apuração de matérias, o tipo de verificação feito para as campanhas permaneceu objeto de questionamentos. O material jornalístico indicou que a história ganhou adesão na internet antes de novas confirmações.
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