A World Bank divulgou um relatório anual que aponta uma diferença muito grande entre leis que promovem a igualdade de gênero e a forma como essas leis são aplicadas. O estudo mostra que nenhum país garante plenamente os direitos legais necessários à participação econômica das mulheres.
Segundo o índice global, a média de direitos legais foi de 67 em 100, mas a aplicação das leis ficou em 53, e a qualidade de sistemas de apoio ficou em 47. A conclusão é de que a lacuna entre lei e enforcement é ampla em diversas economias.
Mesmo em países com marcos legais modernos, as mulheres costumam enfrentar limitações sobre os tipos de trabalho permitidos ou sobre as empresas que podem abrir. O relatório considera a situação inadequada especialmente em momentos de crescimento lento da economia e de envelhecimento populacional.
Desafios por região
Regiões como África Subsaariana, Sul da Ásia e Oriente Médio e Norte da África aparecem entre as mais necessitadas de maior participação feminina no mercado de trabalho, apesar de surgirem mais jovens entrando na força produtiva.
O estudo avaliou oportunidades econômicas em 10 áreas, entre elas segurança, mobilidade, trabalho, remuneração, casamento, parentalidade, cuidado infantil, empreendedorismo, ativos e pensões. Cuidado infantil e segurança aparecem como as áreas mais deficitárias.
A base de dados abrange 190 economias até 1º de outubro de 2025, com contribuições de mais de 2.600 especialistas, acadêmicos, representantes da sociedade civil e autoridades públicas. A World Bank descreve o material como abrangente e técnico.
Avanços recentes
Entre outubro de 2023 e outubro de 2025, 68 economias promulgaram 113 reformas legais voltadas a ampliar oportunidades para mulheres. Entre os países que lideraram essas mudanças estão Egito, Madagascar, Somália, Omã, Jordânia e Quirguistão.
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