A pesquisa divulgada nesta quarta-feira aponta que o partido de oposição Tisza, de centro-direita, ampliou sua vantagem sobre o premiê Viktor Orban e seu partido Fidesz antes das eleições de 12 de abril na Hungria. O levantamento foi conduzido pela Median entre os dias 18 e 23 de fevereiro.
Segundo o estudo, Tisza passou de uma liderança de 12 pontos percentuais entre eleitores já decididos, em janeiro, para 20 pontos, entre os decididos. Entre todos os entrevistados, o apoio ao Tisza chegou a 42%, ante 31% para o Fidesz.
Magyar, ex-insider do governo que comanda a Tisza desde 2024, viu a sigla obter 55% entre os eleitores decididos, contra 35% do Fidesz. A margem de diferença reforça a percepção de retomada de momentum do novo partido.
Contexto do pleito
A pesquisa também mostra que, fora dos dois grandes blocos, apenas o partido de extrema direita Our Homeland (Mi Hazank) pode conseguir vaga no parlamento, com 6% de apoio entre os decididos. Partidos precisam de pelo menos 5% para conquistar cadeiras.
A Median tem histórico de acertos em eleições na Hungria e previu com precisão a vitória de Orban nas últimas eleições, ainda que com ligeira superestimação do apoio da oposição.
Orban afirmou, em comício recente, que em 106 distritos eleitorais o Fidesz pode vencer entre 65 e 70 vagas, frente a 87 há quatro anos, o que ainda seria suficiente para manter o poder, apesar de a vantagem ter diminuído.
Estrutura do pleito
O parlamento húngaro conta com 199 membros: 93 eleitos pela lista de partidos e 106 em distritos eleitorais. A votação ocorre em oito semanas, com impactos para a política interna e para o posicionamento da Hungria na União Europeia e no espectro de forças de direita na região.
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