Praga — O primeiro-ministro Andrej Babis afirmou nesta quinta-feira que a República Tcheca não está, nem estará, em um caminho para aumentar os gastos com defesa, mesmo com metas da Otan em ascensão. A declaração marca afastamento da política do governo anterior.
O governo atual, formado pelo partido ANO após vencer as eleições em dezembro, está tentando aprovar no parlamento o orçamento de 2026. O texto gerou críticas por reduzir o ritmo do gasto militar.
Segundo Babis, a prioridade é a saúde da população, sem indicar incremento nos investimentos de defesa. O foco do governo é melhorar o padrão de vida, com reajustes salariais, cortes de impostos e novos benefícios.
Orçamento 2026 e gasto com defesa
A proposta para 2026 prevê defesa equivalente a 2,1% do PIB, ante 2,35% no plano do gabinete anterior, que defendia 3% até 2030. O ministro da Defesa, Jaromír Naď, disse que a redução não prejudicaria a modernização das Forças Armadas.
O governo anterior era alinhado à Ucrânia e defendia crescimento gradual dos gastos até 3% do PIB. A administração atual manteve uma iniciativa liderada pela República para fornecer munição de calibre pesado à Ucrânia, financiada por doações internacionais, mas deixou de aportar recursos orçamentários ao programa.
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