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UE vai propor novas restrições à China além do acordo sobre híbridos

Von der Leyen diz que déficit comercial com Pequim passa de 1 bilhão de euros por dia; Macron cita químicos e plásticos

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, concede uma entrevista coletiva ao final da cúpula da União Europeia na sede da UE em Bruxelas, em 16 de outubro de 2026.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen (Nicolas Tucat/AFP)

A Comissão Europeia vai propor novas restrições às importações da China, afirmou nesta sexta-feira (16) a presidente do órgão, Ursula von der Leyen. As medidas vão além do acordo de salvaguarda firmado com Pequim, que reduz pela metade a entrada de carros híbridos chineses na União Europeia.

Von der Leyen falou em entrevista coletiva após uma cúpula da UE. Segundo ela, os líderes do bloco apoiaram a proposta. Para a presidente da Comissão, o acordo com a China não resolve o desequilíbrio comercial entre os dois lados. O déficit da UE no comércio de bens com a China supera 1 bilhão de euros por dia.

“E é por isso que precisamos agir”, disse Von der Leyen. “Nossas indústrias pediram medidas, nós as ouvimos e vamos responder, incluindo mais algumas medidas de salvaguarda.”

O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou após a cúpula que a UE deveria priorizar medidas sobre produtos químicos, plásticos e ferroligas.

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Von der Leyen também elogiou uma proposta da França e da Alemanha, publicada no mês passado, que sugere criar um mecanismo de resposta rápida contra países que prejudiquem a economia europeia. Segundo ela, a Comissão vai desenvolver um instrumento para limitar rapidamente o acesso ao mercado único europeu sempre que isso for do interesse do bloco.

Em dezembro, a Comissão também vai apresentar uma proposta para reduzir a dependência das empresas europeias de fornecedores únicos de insumos considerados críticos. Além disso, o órgão vai propor um “mecanismo de solidariedade” para apoiar países ou setores que sofram pressão ou retaliação de fora da UE.

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