O primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán sinalizou, em carta enviada a António Costa e aos 26 membros da UE, que poderia desbloquear o empréstimo multimilhãoário para a Ucrânia. A ideia envolve uma missão de observação ao gasoduto Druzhba, que pode estar desviando petróleo russo para a Hungria, segundo Orbán.
A posição ocorre após críticas da União Europeia pela demora no apoio financeiro a Kiev. Orbán afirmou que aceitaria as conclusões de uma missão conjunta de Hungria e Eslováquia para verificar o estado do oleoduto. A carta foi publicada pelo jornal El País.
Proposta de missão de observação
Orbán comunicou que a UE deveria enviar uma equipe de investigação a Kiev com peritos indicados pelos dois países. A Hungria diz aceitar as conclusões, buscando resolver o impasse que envolve o desembolso dos fundos de 90 bilhões de euros.
Na Europa, ministros das Relações Exteriores discutiram a possibilidade de uma observação similar. Luxemburgo já havia sugerido uma missão para apurar as condições do canal e do transporte de petróleo. A UE busca uma forma de cumprir o acordo para apoiar Kiev.
Contexto e desdobramentos
O veto de Orbán ao empréstimo ocorreu durante a fase eleitoral na Hungria, com impactos nas negociações entre UE e Ucrânia. Von der Leyen e Costa defenderam a entrega dos recursos, enquanto avaliavam opções legais para contornar o bloqueio.
Orbán tem sido visto como o líder com ligações políticas próximas a setores pró-Kremlin, e sua posição tem alimentado tensões dentro da UE. Khendrick, a partir de Bruxelas, reforça que a credibilidade das decisões do Conselho é essencial para a coesão europeia.
Apesar das controvérsias, autoridades ucranianas afirmaram que o fluxo no Druzhba foi interrompido por ataques russos e que a reparação pode levar tempo. Enquanto isso, alternativas de abastecimento têm sido exploradas pela região.
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