Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, contestou neste sábado a posição do governo Lula de condenar o ataque conjunto de EUA e Israel ao Irã. Ele classificou a postura do governo como inaceitável e afirmou que o Brasil estaria apoiando Teerã de forma inadequada, o que, segundo o senador, o coloca do lado errado de um conflito grave.
Ainda pela manhã, as ações contra o Irã ocorreram de forma coordenada entre Washington e Tel Aviv, com explosões registradas na capital Teerã e em cidades adicionais. Em retaliação, o Irã disparou mísseis contra Israel e atingiu alvos militares norte-americanos no Oriente Médio, elevando a tensão na região.
Mais cedo, o Itamaraty publicou nota oficial ressaltando que a negociação entre as partes é o único caminho viável para a paz, manifestando preocupação com os ataques de EUA e Israel ao Irã. O chanceler brasileiro reiterou a posição tradicional do Brasil, defendendo a diplomacia em meio ao conflito.
Reação de Flávio Bolsonaro
O senador afirmou que o Irã não atua como ator neutro no cenário internacional e que o Brasil não deve se intrometer em disputas regionais nem buscar protagonismo em conflitos que não lhe pertencem. A fala também destacou o alinhamento com uma visão de não intervenção em assuntos externos.
Resposta de Gleisi Hoffmann
A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, rebateu a posição de Flávio Bolsonaro, sustentando que o país não pode abrir mão da soberania e do multilateralismo. Gleisi argumentou que a postura de subserviência a potências externas comprometeria a paz e a integridade da diplomacia brasileira.
Entre na conversa da comunidade