Gaza enfrenta esgotamento rápido de combustível e potencial retração de itens básicos, após Israel bloquear a entrada de combustível e mercadorias, alegando hostilidades com o Irã. A medida ocorre em meio a ações militares na região.
As autoridades locais alertam que operações hospitalares, abastecimento de água e saneamento podem ficar em risco se as entregas não voltarem. A dependência de combustível vindo de Israel e do Egito é total em Gaza.
O bloqueio das fronteiras ocorreu no sábado, após ataques aéreos de Israel, realizados em parceria com os Estados Unidos. Autoridades israelenses afirmam que as travessias não podem operar com segurança durante o conflito.
Karuna Herrmann, dirigente da distribuição de combustível da ONU, estima que haja apenas alguns dias de suprimentos restantes. Amjad Al-Shawa, líder humanitário, alerta para risco de falha em alimentos básicos se o corte persistir.
Impacto nos serviços e na população
Hamad Abu Laila, deslocado, diz que o fechamento desperta temor de uma nova fome após meses de interrupção de ajuda humanitária. As partes envolvidas mantêm posições divergentes sobre o futuro das entregas.
Contexto regional e próximos passos
A coordenação de acesso a Gaza pela agência de defesa de Israel aponta que houve estoque suficiente desde o início da trégua de outubro para atender à população. A Reuters não pôde confirmar de forma independente as estimativas.
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