No Irã, líderes de igrejas domésticas relatam que o Evangelho se espalha mesmo diante dos conflitos, com fiéis criando redes de apoio e formando novas comunidades. A mobilização ocorre em meio a protestos que deixaram milhares de mortos; segundo a Global Christian Relief, as informações oficiais não refletem toda a realidade no terreno.
Crentes iranianos seguem fiéis à sua fé, organizando ministérios de dissimulação e evangelização em locais de difícil acesso. A organização descreve uma igreja “maturada” que opera sob condições de repressão, mantendo reuniões em segurança e promovendo o discipulado de novos convertidos.
Testemunho de Bita
Bita lidera uma igreja doméstica em uma cidade de forte religiosidade. Em janeiro, ela e sua filha, de 17 anos, participaram de protestos públicos. Durante a repressão policial, a filha foi ferida por balas de borracha e as instituições de saúde fecharam a pedido das autoridades, forçando a família a buscar atendimento em outra cidade.
Numa cidade vizinha, Bita solicitou auxílio de duas enfermeiras para tratar os ferimentos. Apesar da pressão e do risco, ela apresentou o Evangelho e as duas profissionais aceitaram a fé. Bita também batizou as enfermeiras, e, de volta à casa, outras cinco pessoas passaram a seguir Jesus.
Contexto e desdobramentos
A organização destaca que a igreja iraniana atua na clandestinidade, com fiéis liderando redes de casas e compartilhando Cristo mesmo em quartos de hospital e salas de estar. Esses convertidos recebem acompanhamento e comunidade dentro de um cenário de possíveis interrogatórios ou prisões.
No fim de semana, a instabilidade no Irã aumentou com o anúncio da morte do aiatolá Ali Khamenei, noticiado após ataques atribuídos a Israel e aos EUA. A situação pode intensificar repressões, bloqueios de internet e prisões. A Global Christian Relief afirma que este é um momento crítico em que a Igreja precisa de apoio e oração, mantendo o foco no cuidado com comunidades vulneráveis.
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