DUBAI, 3 de março (Reuters) – Tensions no Oriente Médio elevam-se e milhares de pessoas ficam presas à região do Golfo, com opções limitadas de deixar a área que vive, de fato, o conflito. Espaços aéreos restritos em Qatar agravam o isolamento de viajantes em trânsito, enquanto ataques entre EUA, Israel e Irã aumentam a incerteza.
O bloqueio de voos no Qatar e o número reduzido de partidas desde os Emirados Unidos obrigam turistas e expatriados a buscar rotas alternativas. O choque regional se intensifica após ofensivas de mísseis e drones envolvendo várias nações alinhadas aos EUA.
Rotas e opções de evacuação
Dubai e Doha atuam como nós de tráfego aéreo, conectando Europa e Ásia, mas a maioria das rotas diretas está comprometida. Várias nações anunciaram evacuações, com governos como Reino Unido, Espanha, Itália e Alemanha organizando voos charter para trazer cidadãos vulneráveis de volta.
Em Oman, o espaço aéreo permanece aberto. A Oman Air e a SalamAir montaram ônibus de Sharjah a Muscat, com viagem prevista de cerca de oito horas, a partir de terça-feira. A medida facilita a saída de quem busca fronteiras para fora da região.
Caminhos alternativos e relatos de deslocamento
Alguns viajantes cruzam a fronteira para Omã em ônibus de companhias privadas, com pontos de passagem próximos a Hatta, nos Emirados. Pontos de saída implicam logística complicada, especialmente para cidadãos não locais.
Um passageiro britânico recorreu a uma rota via Arábia Saudita após retornar a Riade, a partir de Dubai, com trajetos que incluem deslocamento de táxi até a fronteira de Al Ghuwaifat. O custo total de ida e volta supera US$ 1.000, bem acima da média de passagem econômica entre Dubai e Riade.
Perspectivas e impactos
Entre os deslocados, há casos de pessoas tentando chegar a Berlim, Amsterdã e outras capitais europeias em jornadas extensas, com planos que podem durar dezenas de horas. Organizações e governos estudam medidas adicionais para reduzir riscos humanitários e facilitar saídas seguras.
No conjunto, as medidas visam manter rotas de evacuação sob controle, ao passo que a região continua sob tensões com desdobramentos militares, atentando para a necessidade de informações oficiais atualizadas para quem busca deixar o Golfo.
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