Lucia Orlando Settembrini, chefe da Urgência do hospital Juan Pablo II, em Lamezia Terme, afirma que sem os médicos cubanos o serviço não poderia permanecer aberto. Eles são 12 profissionais sob sua coordenação, atuando há três anos no pronto-socorro da instituição.
Miladis Hernández Velázquez, médica cubana, diz que o elenco facilita o atendimento a milhares de pacientes, destacando a integração com equipes italianas. Ela já atuou também em Venezuela, antes de chegar ao sul da Itália, em 2022.
A região de Calabria contratou 400 médicos cubanos por meio de um acordo com a Comercializadora de Servicios de Médicos Cubanos, firmado em 2022. Os primeiros 51 profissionais chegaram em dezembro daquele ano.
Contexto e desdobramentos
O governo regional, liderado por Roberto Occhiuto, diz que a medida é necessária diante de carência de especialistas e de histórico de intervenção financeira no sistema regional. A proposta inicial previa salários partilhados com a agência cubana.
O embaixador dos EUA em Cuba, Mike Hammer, visitou Calabria para tratar do tema, em uma reunião com Occhiuto. As autoridades locais alegam que a presença dos médicos cubanos mantém serviços hospitalares em funcionamento.
Ao todo, cerca de 20 médicos cubanos trabalham no hospital de Lamezia Terme, com 48 atuando na província de Catanzaro. A contratação vem sendo mantida com base em normas excepcionais aprovadas durante a pandemia.
Alguns gestores, como Geraldo Mancuso e Roberto Ceravolo, destacam o valor clínico dos profissionais cubanos e o impacto na continuidade dos atendimentos, especialmente em emergências e cardiologia.
O acordo prevê pagamentos aos médicos, com parte repassada à Cuba. A região afirma que a alternativa seria o fechamento de unidades hospitalares sem a colaboração cubana, enquanto o governo local busca ampliar vagas com profissionais de outros países.
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