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Pressões dos EUA para sufocar Cuba chegam aos hospitais da Calábria

Pressões dos Estados Unidos sobre Cuba chegam à Calábria, onde 400 médicos cubanos mantêm urgências abertas sob contrato até 2027

Desde la izquierda, la jefa de Urgencia del Hospital de Lamezia Terme, Lucia Orlando Settembrini, junto a la doctora cubana Miladis Hernández Velázquez, este jueves.
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Lucia Orlando Settembrini, chefe da Urgência do hospital Juan Pablo II, em Lamezia Terme, afirma que sem os médicos cubanos o serviço não poderia permanecer aberto. Eles são 12 profissionais sob sua coordenação, atuando há três anos no pronto-socorro da instituição.

Miladis Hernández Velázquez, médica cubana, diz que o elenco facilita o atendimento a milhares de pacientes, destacando a integração com equipes italianas. Ela já atuou também em Venezuela, antes de chegar ao sul da Itália, em 2022.

A região de Calabria contratou 400 médicos cubanos por meio de um acordo com a Comercializadora de Servicios de Médicos Cubanos, firmado em 2022. Os primeiros 51 profissionais chegaram em dezembro daquele ano.

Contexto e desdobramentos

O governo regional, liderado por Roberto Occhiuto, diz que a medida é necessária diante de carência de especialistas e de histórico de intervenção financeira no sistema regional. A proposta inicial previa salários partilhados com a agência cubana.

O embaixador dos EUA em Cuba, Mike Hammer, visitou Calabria para tratar do tema, em uma reunião com Occhiuto. As autoridades locais alegam que a presença dos médicos cubanos mantém serviços hospitalares em funcionamento.

Ao todo, cerca de 20 médicos cubanos trabalham no hospital de Lamezia Terme, com 48 atuando na província de Catanzaro. A contratação vem sendo mantida com base em normas excepcionais aprovadas durante a pandemia.

Alguns gestores, como Geraldo Mancuso e Roberto Ceravolo, destacam o valor clínico dos profissionais cubanos e o impacto na continuidade dos atendimentos, especialmente em emergências e cardiologia.

O acordo prevê pagamentos aos médicos, com parte repassada à Cuba. A região afirma que a alternativa seria o fechamento de unidades hospitalares sem a colaboração cubana, enquanto o governo local busca ampliar vagas com profissionais de outros países.

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