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Rússia retoma ataques contra Ucrânia enquanto acordo de paz não se confirma

Bombardeio com drones e mísseis deixou cinco mortos e atingiu prédios, escola, clínica e depósitos na capital ucraniana

Prédio em chamas após bombardeio em Kiev, com fumaça intensa, playground em primeiro plano e uma pessoa observando a destruição ao lado do local atingido.
Uma escola foi atingida durante os ataques russos em Kiev (Reprodução/Reuters)

Cinco pessoas foram mortas e 30 ficaram feridas após os bombardeios russos em Kiev. Na noite de segunda-feira (7), no horário de Brasília, a Rússia retomou os ataques após a visita dos emissários de Donald Trump ao presidente ucraniano, Volodimir Zelensky.

O bombardeio, ocorreu durante a madrugada no horário de Kiev, provocou incêndios em diferentes pontos da capital e danificou ao menos 14 prédios, além de um dormitório, uma escola, uma clínica, depósitos e outras estruturas.

“Kiev estava explodindo e pegando fogo”, afirmou Katarina Mathernova, embaixadora da União Europeia na Ucrânia.

Segundo o prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, duas pessoas morreram em um ataque contra um depósito, elevando para cinco o número total de mortos na cidade. Em outro ponto da capital, um drone russo destruiu parcialmente o prédio de uma emissora de TV ucraniana, de acordo com o Zelensky.

Ataques ocorreram após visita de negociadores

A nova ofensiva aconteceu depois que os enviados americanos Jared Kushner e Steve Witkoff deixaram Kiev no domingo (6), após conversas com Zelensky.

Os dois haviam passado antes por Moscou, onde se reuniram com autoridades russas. Após o encontro, o Kremlin afirmou que não descartava a retomada de negociações tripartites.

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Moscou e Kiev tinham suspendido ataques contra as respectivas capitais por três dias para garantir a segurança dos negociadores enviados pelo presidente americano Donald Trump.

“No momento em que os enviados de paz do presidente dos EUA partiram, Putin lançou outro ataque massivo e terrível contra Kiev”, escreveu o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, no X.

Sybiha pediu que aliados ampliem a pressão sobre Moscou e enviem mais interceptores para derrubar mísseis balísticos, já que os estoques ucranianos estão em nível crítico.

Rússia diz ter mirado alvos militares

O Ministério da Defesa da Rússia afirmou que atingiu alvos militares e logísticos em Kiev e na região ao redor da capital, além do porto de Chornomorsk, no Mar Negro, segundo agências russas.

Zelensky classificou a ofensiva como um ataque complexo, com uso de mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro, antimísseis navais e drones “shaheds” movidos a jato.

Segundo o presidente ucraniano, os mísseis balísticos seguem sendo “particularmente difíceis” de interceptar. Além de Kiev, outras oito regiões ucranianas foram alvo de ataques, de acordo com o primeiro-ministro Sergii Koretskyi.

Na região de Sumy, no norte do país, cerca de 100 pessoas foram retiradas depois que drones russos atingiram um trem. Já nos arredores de Odessa, no Mar Negro, três pessoas ficaram feridas em um ataque contra um mercado.

Antes das negociações mediadas pelos Estados Unidos, a Rússia já havia intensificado os ataques aéreos contra Kiev e áreas vizinhas, com ofensivas praticamente durante todo o dia e uso de drones a jato mais rápidos.

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