O Exército de Israel emitiu um aviso de evacuação para 250 mil habitantes do sul do Líbano, ordenando que migrem para o norte, além do rio Litani, em razão de riscos de segurança. O texto foi divulgado pelo porta-voz Avichay Adraee em X, afirmando que ações de Hezbollah obrigam Israel a agir. A medida eleva o tom de alerta para deslocamentos na região.
As tropas israelenses já haviam iniciado desocupação de dezenas de municípios e reiteraram a ideia de instalar uma camada defensiva para proteger o norte de Israel. Em Khiam, uma cidade histórica, militares foram avistados ocupando posições, reacendendo memórias de conflitos anteriores.
Hezbollah, aliado regional e aliado da República Islâmica do Irã, confirmou confrontos diretos em território libanês. O grupo se envolveu com ataques contra alvos no norte de Israel, após declarações de apoio à resistência na região. Israel amplifica ataques aéreos em áreas com presença ou possível abrigo de combatentes.
No Líbano, o Ministério da Saúde aponta 72 mortos e mais de 400 feridos desde o início das hostilidades recentes, incluindo sete crianças. Ao menos 80 mil habitantes ficaram desabrigados, buscando abrigo em 300 locais oficiais. Dados oficiais locais são atualizados regularmente.
A ofensiva alcança áreas onde Hezbollah mantém influência social e militar, mesmo com o governo libanês tendo informado, em janeiro, o desarme de grupos irregulares ao sul do Litani. Organizações de direitos humanos criticam as evacuações em massa como medidas de intimidação e pedem avaliação de risco.
Tratativas de evacuação foram realizadas por telefone com moradores do sul do Líbano, segundo relatos de residentes. Em Baabda, Baalbek e regiões vizinhas, bombardeios atingiram hotéis, prédios residenciais e centros de comando, elevando o temor entre civis e trabalhadores de organizações de ajuda humanitária.
A violência também atingiu áreas ao redor de Beirute, com ataques aéreos a depósitos e prédios próximos a áreas urbanas, resultando em vítimas adicionais. O Exército libanês descreveu a invasão como uma violação flagrante da soberania do país e informou o retorno a posições no sul, além de operações para impedir atividades de Hezbollah.
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