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Mortes de migrantes no Mediterrâneo atingem recorde

Mortes de migrantes no Mediterrâneo atingem recorde em início de 2026, com 768 desaparecimentos; falta de rotas seguras aumenta o risco e a mortalidade

Migrantes a bordo de un barco, cruzando La Mancha, en Gravelines (Francia), este miércoles.
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O balanço divulgado pela Organização Internacional para as Migrações (OIM) aponta 768 mortos ou desaparecidos no mar, nos meses de janeiro e fevereiro de 2026. O salto é o início de ano mais letal já registrado no Mediterrâneo, devido à falta de rotas seguras e a tempestades intensas.

A região enfrenta clima extremo desde o começo do ano, com chuvas fortes, ventos fortes e ondas grandes. Enquanto o interior do Mar Mediterrâneo registra mais fatalidades, países costeiros mantêm medidas para reduzir impactos, mas as travessias seguem arriscadas.

Entre os países, o Egito apontou que 21 migrantes estavam a bordo da embarcação envolvida no acidente ao sul de Creta; três corpos foram encontrados e 18 ainda estavam desaparecidos. Quatro corpos foram localizados e 20 pessoas foram resgatadas.

Dados e contexto

A OIM informou que quase 11 mil embarcações chegaram à Europa nos dois primeiros meses de 2026, o que eleva o índice de fatalidades. Em média, uma de cada quinze pessoas que tenta cruzar o Mediterrâneo morre ou desaparece neste período.

A rota central permanece a mais mortal, com 559 mortes registradas desde o início do ano. Um naufrágio próximo à costa da Líbia levou à perda de 55 pessoas, incluindo dois bebês, deixando apenas duas mulheres sobreviventes.

Desdobramentos e apelos

Especialistas destacam que o agravamento está ligado à continuidade das redes de tráfico e à escassez de vias legais seguras. A OIM reforça a necessidade de operações de busca e resgate mais eficazes e de desembarque em pontos seguros, como medida de proteção.

Segundo a instituição, oferecer vias legais e seguras é visto como a solução a longo prazo para reduzir mortes no mar e proteger pessoas em movimento, diante de pressões econômicas e crises humanitárias.

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