O juiz de uma corte mexicana determinou que as Forças Armadas entreguem documentos desde há muito aguardados que podem avançar a investigação sobre o desaparecimento de 43 estudantes em Ayotzinapa, em 2014, no estado de Guerrero. A decisão envolve informações geradas pela CFRI, órgão de inteligência do Exército.
A decisão rejeita a alegação anterior de que 853 páginas de informações não existiam e ordena que sejam entregues. A corte afirmou que os documentos não devem ser considerados classificados devido ao interesse público e às famílias das vítimas.
Desde 2014, o caso tem enfrentado falhas processuais e interferências. Investigações internacionais apontam que as estudantes foram mortas por membros de organizações criminosas em conluio com a polícia local. Mais de 100 pessoas já foram presas, com processos contínuos.
Progressos e impactos
As informações podem ampliar avanços na apuração, segundo o Centro Pro Derecho a la Tierra, que representa as famílias. O centro afirma que a decisão reconhece o direito à verdade e a obrigação de autoridades fornecerem dados relevantes para a busca.
O Ministério da Defesa não respondeu de imediato ao pedido de comentário sobre a decisão, datada de 19 de fevereiro. Em coletiva de imprensa, a presidente Claudia Sheinbaum disse que não tinha conhecimento da decisão, mas marcaria encontro com os pais ainda neste mês.
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