A Anthropic retomou as conversas com o governo dos Estados Unidos sobre o uso militar de sua IA Claude. A informação foi publicada pelo Financial Times nesta quinta-feira, 5 de março. O entendimento busca esclarecer limites para aplicação das ferramentas no âmbito militar, algo que gerou impasses recentemente.
A empresa afirma não querer que seus modelos sejam usados para vigilância em massa ou para sistemas de armamento autônomo. O governo americano, porém, sinaliza a possibilidade de uso para qualquer finalidade considerada lícita, o que tem gerado tensão entre as partes.
Sem um acordo, o presidente dos EUA determinou que agências federais deixassem de usar as tecnologias da Anthropic. O secretário de Guerra de Trump ameaçou classificar a empresa como risco para a cadeia de fornecimento, o que poderia afastar fornecedores do setor militar.
Possível acordo e impactos para o uso militar
Caso o acordo seja fechado, militares dos EUA poderiam voltar a usar os modelos da Anthropic com mais liberdade, reduzindo o risco regulatório para a empresa. A solução também afetaria decisões de contratação de IA por órgãos federais.
Na prática, a Anthropic busca manter controles que evitem usos nocivos, enquanto o governo busca ampliar a aplicação de IA em operações de defesa. A discussão ocorre em meio a outros contratos similares com a OpenAI e o Google, anunciados recentemente.
Contexto e antecedentes no setor de IA
O Claude já era utilizado pelo Exército para avaliações de inteligência, identificação de alvos e simulação de cenários. O acordo inicial foi firmado em julho de 2025, com valor próximo de US$ 200 milhões, e abriu caminho para parcerias com outras big techs.
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