O plenário da Câmara dos EUA rejeitou nesta quinta-feira uma medida que buscava interromper a ofensiva aérea contra o Irã e exigir autorização do Congresso para hostilidades ao país. A votação foi de 219 a 212, majoritariamente pela linha partidária, com republicanos apoiando o presidente Donald Trump.
A proposta, apresentada por legisladores democratas, defendia devolver ao Congresso a prerrogativa de autorizar guerra, conforme a Constituição. Os oponentes afirmaram que a votação é um gesto político de oposição ao presidente e pode colocar os norte-americanos em risco.
A decisão ocorreu no sexto dia de um conflito que já deixou mais de mil mortos, entre eles pelo menos seis militares dos EUA, e gerou instabilidade na região. A Câmara também aprovou, quase por ampla maioria, uma medida que reafirma o Irã como o maior patrocinador estatal do terrorismo.
Os defensores da resolução disseram que exigir autorização formal ajudaria a esclarecer objetivos, motivos e duração da intervenção. Já críticos destacaram que a aprovação não impediria a continuação dos ataques, que dependem de aprovação do Senado e eventual veto presidencial.
Mesmo diante da dificuldade de contagem, a Câmara e o Senado estão sob controle de diferentes alas do Partido Republicano, o que reduz a chance de a medida vingar. A lei de Poderes de Guerra de 1973 permite ações militares com autorização do Congresso ou resposta a ataques, e estabelece prazos para retirada sem autorização.
A votação ocorreu pouco antes de o Senado rejeitar, também com apoio esmagador, uma medida semelhante. O processo segue sem conclusão e permanece sujeito a futuras indicações legais e políticas sobre a condução do conflito regional.
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