O governo da Islândia informou que realizará um referendo em 29 de agosto sobre a retomada das negociações para ingressar na União Europeia. A decisão foi anunciada após reunião do gabinete, com voto unânime.
O plebiscito poderá confirmar ou rejeitar o retorno às conversas com a UE, que ficaram suspensas desde 2013, quando o país encerrou as negociações após quatro anos de diálogo. O tema ganha importância diante de pressões econômicas e geopolíticas recentes.
Segundo o ministério das Relações Exteriores, a posição deriva de preocupações com custo de vida elevado e efeitos de conflitos internacionais, como a guerra na Ucrânia. A Islândia, com cerca de 400 mil habitantes, busca estabilidade econômica por meio da adesão.
O anúncio ocorreu após declarações da ministra das Relações Exteriores, Katrín Gunnarsdóttir, que afirmou a decisão do governo ter sido unânime. A titular ressaltou que, se houver avanço, o resultado final dependerá de um segundo referendo sobre a adesão.
O resultado do processo de negociação com a UE ficará sujeito a novo referendo, conforme a própria decisão do governo. A Islândia mantém a expectativa de esclarecer, por meio do voto, se prosseguirá com as tratativas de entrada no blocco europeu.
Entre na conversa da comunidade