O embaixador do Irã na ONU, Amir Saeid Iravani, afirmou nesta sexta-feira que pelo menos 1.332 civis iranianos morreram até o momento no conflito com Israel e os EUA, com milhares de feridos. Ele conversou com jornalistas na sede da ONU, em Nova York.
Iravani disse que, segundo o Irã, EUA e Israel tiveram como alvo infraestrutura civil, enquanto o Irã teria dirigido ataques a alvos militares, não civis. Os EUA e Israel contestam essa leitura.
O embaixador iraniano alegou ainda que os incidentes envolvendo civis podem ter sido provocados por interceptações ou interferências do sistema de defesa dos Estados Unidos, que teriam desviado alvos militares previamente pretendidos.
Estados Unidos
O presidente dos EUA, Donald Trump, pediu nesta sexta a rendição incondicional do Irã e afirmou que o novo líder supremo deve ser aceito, após a morte do aiatolá Ali Khamenei no início do conflito. Trump explicou à Reuters que deve ter voz na escolha da nova liderança.
Iravani reagiu, chamando a declaração de Trump de violação dos princípios de não intervenção, consagrados na Carta das Nações Unidas. O embaixador afirmou que a seleção da liderança iraniana ocorrerá conforme o processo constitucional e pela vontade do povo, sem interferência externa.
Mediação
Horas após as falas de Trump, o presidente do Irã informou que países não identificados iniciaram esforços de mediação para encerrar o conflito, um dos primeiros sinais de possível abertura diplomática.
Duas autoridades norte-americanas disseram à Reuters que investigadores acreditam que é provável que as forças norte-americanas tenham sido responsáveis por um ataque a uma escola de meninas iranianas no fim de semana, ainda sem conclusão.
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