Donald Trump recebeu neste sábado os restos de militares americanos mortos na ofensiva contra o Irã, na base aérea de Dover, em Delaware. A cerimônia ocorreu após o que os EUA chamaram de ataque com drones contra alvos no Kuwait, em retaliação a ações do Irã.
Cerca de seis militares morreram no ataque, segundo informações oficiais. Os corpos chegaram em um avião militar de carga à base de Dover, onde Trump, a primeira-dama Melania Trump e o secretário de Defesa, Pete Hegseth, aguardavam. A cerimônia ocorreu após viagem do presidente a Miami.
Os militares identificados incluem cinco homens e uma mulher, com origens em Iowa, Florida, Nebraska, Minnesota e California. Eles atuavam em um centro de operações em Puerto Shuaiba, no sul de Kuwait, e morreram em 1º de março, segundo o conjunto de informações divulgado.
A repercussão da cerimônia reacendeu críticas de setores do movimento MAGA, que questionam a estratégia de mobilizar o país para uma guerra distante. A pauta de campanha de 2016 de Trump contrasta com o envolvimento militar atual, segundo análise de especialistas.
A ofensiva no Irã iniciou há uma semana, com o balanço de vítimas divulgado pelos EUA e por aliados. Enquanto o Irã reporta dezenas de mortos, autoridades norte-americanas confirmam as fatalidades de seus soldados em território regional, sem indicar prazo para desfecho.
Historicamente, Dover é o local designado para repatriação de soldados mortos em conflitos, função que se repete em diferentes administrações. O episódio marca a primeira vez em que Trump observa a cerimônia sem atribuir as mortes a outro presidente.
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