O procurador-geral dos Emirados Árabes Unidos, Hamad Saif Al Shamsi, afirmou que o copiloto de um voo da flydubai com destino a Israel tentou cometer um “ato terrorista”. Veículos internacionais apontam que o copiloto havia sido proibido de voar em Omã por suspeita de visões extremistas.
Segundo as conclusões iniciais da investigação, divulgadas neste sábado (3) pela agência estatal WAM, o copiloto “atacou o capitão na cabine de comando com o machado de emergência, tentando assumir o controle da aeronave”. Os investigadores não divulgaram a motivação nem a nacionalidade do suspeito. Uma fonte saudita disse à AFP que ele é omanita.
O comandante, o indiano Smit Machchhar, foi ferido, mas conseguiu abrir a porta da cabine. Passageiros e tripulantes dominaram o agressor, e o avião fez um pouso de emergência na Arábia Saudita. Segundo o site Flightradar24, a aeronave perdeu cerca de 5.200 metros de altitude em um minuto.
O copiloto está sob custódia nos Emirados. Veículos de comunicação o identificaram como Hamam al-Hammami. O Wall Street Journal informou na sexta-feira (2) que autoridades de Omã o proibiram de voar por suspeitarem que ele havia adotado visões ideológicas radicais. A CNN, citando duas fontes, disse que ele foi demitido da companhia aérea nacional de Omã no ano passado.
Trajetória para Israel
A rota original do voo da flydubai seria o aeroporto de Israel, porém, ainda não está claro se o suspeito teria estado como alvo. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que o suspeito passou por “doutrinação radical islâmica” e tentou derrubar o avião.
Ele disse que Israel vai verificar como o copiloto foi autorizado a trabalhar em voos para o país.
“Temos restrições que impedem a entrada de pilotos de países que não mantêm relações diplomáticas com Israel”, disse Netanyahu à Fox News. “Obviamente, ele foi capaz de superar isso.”
Na quinta-feira (1º), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que, se o Irã fosse considerado responsável pelo ataque, o país seria “duramente atingido”.
Neste sábado, o comandante recebeu no hospital a visita do vice-primeiro-ministro dos Emirados, Hamdan bin Mohammed. Em publicação no X, Hamdan afirmou que o piloto demonstrou os “mais altos graus de coragem, responsabilidade e cuidado com a vida humana”.
Também neste sábado, pousou em Tel Aviv o primeiro voo com israelenses vindos dos Emirados desde a suspensão dos serviços após o ataque, segundo a autoridade aeroportuária de Israel.
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