Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Ucrânia pretende atacar refinarias em resposta à “nova doutrina” russa

Inteligência ucraniana obteve documentos que mostram que Putin pretende ampliar alvos de ataques militares

Socorristas ucranianos trabalham para apagar um incêndio em um edifício de escritórios após um ataque aéreo em Kyiv, em 23 de setembro de 2026, em meio à invasão russa da Ucrânia.
A Ucrânia acusou a Rússia de intensificar os ataques contra a infraestrutura de transporte civil (ANDRII KHODKOV/AFP)

A Ucrânia vai intesificar os ataques às refinarias de petróleo russas em resposta a uma nova política de ataques aéreos de Moscou, destinada a forçar as pessoas a abandonarem Kiev e outras cidades, mas não terá civis como alvo, afirmou o presidente Volodimir Zelensky.

A inteligência ucraniana obteve documentos que mostram que o líder russo, Vladimir Putin, emitiu uma “nova doutrina” de ataques militares contra uma gama muito mais ampla de alvos civis antes deste inverno, disse Zelensky.

“Vimos os documentos e sabemos que eles permitem que ataquem infraestrutura… logística… estradas, escolas, hospitais, para pressionar as pessoas a deixarem a capital e outras cidades”, disse Zelensky. “Esse é o objetivo da operação.”

O que motivou a mudança na política, disse Zelensky, foi o desejo de Putin de parecer forte em um momento em que suas forças armadas estavam perdendo terreno em uma região-chave da linha de frente e sofrendo um número maior de baixas.

O Kremlin não se pronunciou no sábado. Mas, em comunicado em que instava os cidadãos estrangeiros a deixarem Kiev, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia afirmou que Moscou continuaria a atingir alvos sistematicamente, no que chamou de retaliação aos ataques ucranianos contra a Rússia nos últimos meses.

Ambos os lados negam atacar alvos puramente civis.

+UE sanciona responsáveis por deportar crianças ucranianas à Rússia

Contraofensiva em Donbass 

Zelensky afirmou que uma contraofensiva ucraniana em andamento, de codinome “Vivaldi”, recapturou cerca de 140 km² da região do Donbass, no leste da Ucrânia, que a Rússia afirma que deve controlar em sua totalidade como condição para qualquer acordo de paz.

Nas últimas semanas, o governo do presidente dos EUA, Donald Trump, procurou retomar as negociações para pôr fim ao conflito, que já dura quatro anos e é o mais sangrento da Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

No mês passado, o líder norte-americano instou a Ucrânia a evitar ataques a instalações petrolíferas russas, alegando que eles estavam provocando uma alta nos preços globais do diesel.

Mas Zelensky, falando enquanto sirenes de ataque aéreo soavam do lado de fora dos salões dourados do gabinete presidencial, disse não ter recebido nenhuma indicação da Rússia de que Putin estivesse interessado em negociações de paz ou em discutir um cessar-fogo em relação à infraestrutura energética.

Na última semana, a capital ucraniana sofreu ataques persistentes de drones e mísseis contra ativos de energia e telecomunicações, além de infraestrutura rodoviária e ferroviária. Pela primeira vez, a Rússia atacou as pontes sobre o rio Dnipro que ligam o leste ao oeste de Kiev.

+Putin diz que todas propostas de paz para a Ucrânia seguem à mesa

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais