O chefe de Internacional da Cadena SER, que acompanhou o início da guerra em Teerã, relata como viveu os primeiros bombardeios na capital iraniana. Ele descreve a sensação ao ouvir a primeira coluna de fumaça negra sobre a cidade e a importância da fraternidade entre iranianos para conseguir sair do país.
Ao chegar ao Irã, o repórter encontrou apoio imediato no aeroporto. Um professor iraniano ajudou a localizar o motorista que o levaria ao centro, contando que as protestos contra o regime voltavam a ganhar força. O episódio ocorreu diante de relatos de mortes e feridos entre estudantes e civis.
Populações jovens também falaram abertamente com o jornalista, mesmo com o zelo do governo sobre a imprensa. Em torno da universidade, estudantes expressaram frustração com o futuro e a participação nas manifestações, avaliando os riscos de falar em voz alta diante de um micrófono.
Poucas horas depois, Teerã recebeu as primeiras explosões de bombardeios. A cidade manteve a rotina com protocolos de segurança, mas as ruas ficaram mais vazias e sob rígidos controles policiais. A imprensa descreve um ambiente tenso, com medidas de contenção em vários bairros.
A cobertura seguiu até a fronteira turca, a cerca de 900 quilômetros de Teerã, em meio a uma forte nevada. O repórter registrou a saída de áreas mais expostas aos ataques, acompanhada por relatos de famílias que deixaram a capital em busca de segurança.
Entre as viagens, a jornada incluiu um relato de uma família que perdeu um familiar próximo a uma bomba atingindo uma mesquita. O grupo descreveu o impacto humano do conflito e a decepção com a postura de países europeus, destacando a posição de Espanha como exceção dentro de uma coalizão crítica ao regime.
Assim, a reportagem enfatiza a importância da solidariedade entre iranianos para a sobrevivência e a continuidade da cobertura jornalística em meio a um cenário de guerra. A experiência demonstra como a fraternidade local funcionou como salvaguarda para o repórter e para quem o acompanhava.
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