Dois ativistas do Greenpeace invadiram o palco no início de uma cúpula global sobre energia nuclear na França, interrompendo o presidente Emmanuel Macron e o chefe da agência nuclear da ONU, Rafael Grossi, enquanto recepcionavam chefes de Estado.
Os manifestantes estavam trajados com terno preto e seguravam faixas com o logotipo do Greenpeace, com mensagens contrárias à energia nuclear e criticando o papel do urânio russo. A ação ocorreu na cidade de Boulogne-Billancourt, nos arredores de Paris.
A interrupção ocorreu durante a entrada de autoridades no evento, que reúne líderes mundiais para discutir o uso da energia nuclear. O Greenpeace também informou ter bloqueado parte de comitivas nas vias que levam ao local.
Segundo informações oficiais, a França tem capacidade de enriquecimento de urânio, mas também importa urânio enriquecido, incluindo proveniente da Rússia, conforme dados alfandegários recentes. A participação russa no processo de enriquecimento é citada por fontes internacionais.
A Rosatom, estatal russa, respondia por cerca de 44% da capacidade global de enriquecimento em 2025, de acordo com a World Nuclear Association. Países europeus têm consequências ao buscar reduzir dependência dessas fontes.
O Greenpeace afirmou, em nota, que o evento representa uma visão desatualizada diante de conflitos internacionais, ataques e impactos climáticos. O grupo criticou a realização da cúpula como medida descompassada com a atual conjuntura global.
Entre na conversa da comunidade