Diplomatas brasileiros acompanham sinais de retorno de apoiadores de Jair Bolsonaro às decisões da gestão de Joe Biden, nos EUA. A avaliação é de que articuladores radicais do movimento Maga tentam influenciar a pauta sobre classificar facções brasileiras como terroristas. A ideia seria usar esse tema para pressionar Lula antes das eleições, apontam fontes do Planalto.
Segundo apuração, a linha avança pela aproximação entre figuras da extrema-direita brasileira e setores do Departamento de Estado, especialmente próximo a lideranças como Marco Rubio. O objetivo seria abrir espaço para intervenções externas caso haja classificação de grupos como terroristas, o que violaria a soberania brasileira e poderia ameaçar sanções a instituições nacionais.
A retomada de influência ocorre após o pior momento da política econômica com o tarifaço, considerado fracassado, mas não teria sentido acabado para o grupo. Em Washington, a diplomacia brasileira não se manifestou publicamente sobre as movimentações, mantendo cautela nos bastidores.
Entre as ações, está a presença de Darren Beattie, assessor do governo americano para políticas no Brasil, ligado a grupos de direita. Beattie já esteve ligado a críticas ao STF e ao governo brasileiro, e mantém contatos com autoridades brasileiras para discutir ações conjuntas.
O governo brasileiro sinaliza resistência à classificação de facções nacionais como terroristas. Um canal de conversa com lideranças americanas foi mantido para evitar medidas em acordo com Rubio antes de eventual encontro entre Lula e Biden.
A interlocutores brasileiros, a pretensa tática é observar como a Casa Branca reagiria a pressões internas, com o objetivo de manter cooperação no combate ao crime organizado. A ideia é evitar que o tema se torne obstáculo a encontros oficiais entre os dois governos.
Enquanto isso, auxiliares de Lula avaliam que a agenda de segurança pública pode ter impacto direto na relação bilateral até o calendário eleitoral. A preparação de um dossiê técnico para apresentar ao governo americano já está em curso, segundo fontes oficiais.
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